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MEIO AMBIENTE

23/10/2010

Escassez de peixes no Lago de Furnas

Artigo alerta para escassez de peixes no Lago de Furnas

 

A escassez dos recursos pesqueiros no Lago de Furnas é tema de um artigo que será publicado na revista Biotemas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFESC).

O autor e pesquisador é o aluno Valter Monteiro de Azevedo Santos, que cursa o sexto período de Ciências Biológicas da Fundação de Ensino Superior de Passos-FESP. Intitulado ‘Concepção dos pescadores artesanais que utilizam o reservatório de Furnas’, estado de Minas Gerais, acerca dos recursos pesqueiros: um estudo etnoictiológico, a pesquisa tem como finalidade, alertar que as populações de peixes do reservatório de Furnas, estão em baixa e que medidas concretas devem ser tomadas.

              Segundo Valter, os dados da pesquisa foram obtidos no período de agosto de 2009 a janeiro de 2010 em um braço do Rio Sapucaí, em Carmo do Rio Claro. Ele conta que os principais motivos que o levaram a escolher o tema, foi a observância do cenário degradante em que o reservatório de Furnas se encontra, além da falta de assistência aos pescadores, um grupo social que praticamente caiu no esquecimento da sociedade.

              O pesquisador faz questão de ressaltar que não obteve bolsa para auxiliar nos custos da pesquisa. Na realidade, existem certas burocracias quanto ao fomento de pesquisas. Devido a isso, resolvi desenvolver essa iniciação científica sem bolsa mesmo, explica.  

              Orientado pela mestra Nelci de Lima Stripari, da FESP e pelo Dr. Eraldo Medeiros Costa Neto, da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, considerado um dos maiores etnobiólogos do Brasil, Valter entrevistou cinqüenta pescadores, tendo em vista os seguintes critérios: pescadores profissionais registrados que vivem integralmente da pesca com no mínimo 7 anos de atuação e pescadores aposentados que ainda pescam para consumo doméstico ou eventual comércio.

 

Trabalho confirma a diminuição

 

Valter Monteiro explica que os resultados revelam que os pescadores têm observado a diminuição dos recursos pesqueiros. Anos atrás, na época em que pescava, a quantidade de peixe capturado era bem maior. Assim, foi apontada nos resultados uma total sobre pesca, ou seja, quanto mais esforço de pesca se utilizar, menores serão os rendimentos, seja do ponto de vista biológico ou econômico. As redes colocadas aumentaram e a quantidade do pescado diminuiu, conclui.

              Para efeito de comparação, enquanto anos atrás os pescadores utilizavam dez redes para pescar 40 quilos por dia, atualmente, 60 redes conseguem capturar apenas 13,5Kg.  Os pescadores atribuem essa diminuição a quatro fatores: esgotos sem tratamento sendo lançado no Lago de Furnas; agrotóxicos de lavouras que matam os juvenis (filhotes); aumento dos pescadores e a introdução do Tucunaré. Outro resultado foi o desaparecimento e / ou escassez de algumas espécies.

              Com os dados obtidos, o pesquisador diz que é necessário intensificar estudos, buscando formas de recuperação e conservação da íctiofauna autóctone (nativa). Sugere-se de imediato um melhor monitoramento das espécies que já foram introduzidas e criar medidas para evitar novas introduções, sendo considerada uma boa tentativa a educação ambiental dos moradores do entorno do reservatório de Furnas.

 

Espécies rumam para a extinção

 

Os pescadores entrevistados pelo aluno da FESP observaram que o dourado e a curimba se tornaram peixes escassos; já o Jaú é uma espécie que nem se captura mais. É possível que essas espécies citadas estejam em extinção no Lago de Furnas, pois existe uma dificuldade em manter populações das mesmas em rios barrados. Todas as espécies citadas como desaparecidas ou escassas pelos informantes, são peixes de “tempo das águas” chamadas de reofilicas, o que significa que elas necessitam de águas correntes para migrar e completar seu ciclo reprodutivo.

              O Tucunaré foi apontado pelos pescadores como uma es´pecie que contribuiu para a diminuição dos recursos pesqueiros, pois ele se alimenta dos filhotes de peixes que podem chegar a grande porte.

 

FONTE: FOLHA DA MANHÃ edição 7967 – WBPnet -

 

 

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